Relações amorosas

Gp

2020.10.23 16:23 Thebadpastboy Gp

Quando eu era criança fui abusado durante um tempo por membros de minha família. Apartir desse incidente eu me fechei completamente para relacionamentos.
Hoje com 27 anos estou começando a tentar deixar o passado para trás, vou ao psicólogo, me cuido.
Estou estudando inteligência social para aprender a interagir com as pessoas, enfim, estou voltando aos trilhos.
Mas a minha vida amorosa e sexual continua estagnada, depois de tantas etapas perdidas eu meio que fico muito inseguro em encontrar uma parceira e no ato ela perceber que eu não sei nada, nem mesmo beijar.
Isso pra mim seria a morte.
Na verdade eu ate mesmo saboto inconcientemente minhas relações para que não chegue no ponto em que tenha qualquer contato.
Eu quero começar a viver de verdade e pra isso preciso resolver esse problema.
Então a questão chave do post é:
Vocês acham que vale a pena eu pagar uma GP para aprender com ela e para perder esse medo?
Afinal, estou esperando a pessoa certa ja faz anos e ela nunca chegou.
Talvez se eu não resolver esse problema nunca chegue.
Alguém ja passou por algo parecido?
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2020.10.22 04:39 rideponey Feliz aniversário!

Família, eu aqui prestes a completar 21 anos de idade vejo como amadureci e o quanto ainda tenho de melhorar com as coisas da vida.
Relações que se distanciaram, tanto de uma certa forma amorosa como também familiar, a descoberta de novas conexões com pessoas que surgem na sua vida de repente e que realmente te valorizam do jeito que você é.
Soará como clichê, mas realmente quando se fecha um ciclo inicia-se outro, problemas vem e vão.
Acredito que agora é viver a vida de forma mais responsável mas ao mesmo tempo de modo que seja inesquecível.
Daqui a pouco, zero hora, foi o dia em que nasci.
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2020.10.16 23:49 DjGus "A minha namorada tem outro namorado"

"Eu estou numa (relação) há alguns anos já onde a minha namorada tem outro namorado. Todos nos entendemos. É uma relação onde a diferença é que não posso estar 100% do meu tempo com a minha namorada pois ela também tem que dedicar algum ao outro namorado.
Também nos podemos envolver com outros pessoas em paralelo o que penso que acaba muito com a questão das traições.
No entanto acho que é um tipo de relação que só funciona se os envolvidos tiverem noção de que não há uma questão de exclusividade sexual ou amorosa, que muita gente interessada neste tipo de relações não tem (exemplo: homem que quer abrir a relação mas não deixa a mulher relacionar-se com outros homens, o que é o pão nosso de cada dia)."
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2020.10.15 20:00 aliceeumesma Eu gosto apenas do desafio de conquistar as pessoas.

Eu entrei nesse reddit não nescessariamente pra desabafar, mas sim para ver os desabafos dos outros e de certa forma saber que eu não to na merda sozinha. Eu tenho muitos problemas que eu poderia contar aqui, mas vou contar o mais simples, mas que anda me machucando muito. Ao longo da minha vida, eu ando percebendo um padrão com as minha relações amorosas. Eu simplesmente não consigo gostar das pessoas a longo prazo. Vou dar um exemplo: Eu gosto da pessoa. Eu começo a me apaixonar. Eu chego a pensar que minha vida depende dela. A pessoa diz que também está apaixonada por mim. Tudo acaba. É como se eu gostasse só do desafio de conquistar alguém, e isso me destrói. Eu sou uma pessoa que adora filmes e livros de romance, então por que eu não posso ter isso? Literalmente todas as pessoas que eu tive sentimentos recíprocos, o padrão se repetiu. Eu não sei como mudar isso. Eu cansei de magoar as pessoas por conta de não conseguir sentir nada. Eu perdi meus dois melhores amigos em menos de dois meses, e eu sinto que cada vez eu vou perder mais pessoas. Eu não sei o que fazer. Esse problema parece "bobo" em comparação aos desse reddit, e de certa forma me sinto até mal de postar, então desculpe. É só um desabafo.
EDIT 1: Muito obrigada por todo apoio. Como alguns disseram, realmente, me parece síndrome de Don Juan.
EDIT 2: Infelizmente terapia está fora de questão para mim, por motivos pessoais, mas obrigada pelas dicas.
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2020.10.05 05:21 saske2k20 Todas as pessoas que eu tenho algum tipo de relação são de outros locais

No campo das relações amorosas notei que todo mundo que conheço que tenho um papo legal, que poderia ter uma relação mora em outro estado.
Daí fiquei pensando como 80% das amizades que falei nessa quarentena são de pessoas de outros estado ou até país, amigos que fiz em viagens, em fóruns, em cursos online de inglês etc.
Inclusive meu ex relacionamento era com uma pessoa de outro estado que morava no meu, aqui na minha cidade fora os amigos do colégio que já nem tenho mais papo,notei que não tenho uma amizade, ninguém que possa chamar para sair, para um barzinho, ver filme, falar besteira.
Os únicos amigos que são de uma cidade vizinha vieram esses dias mas já vão embora de novo para seus estados ou cidades de origem devido a pandemia.
Pior que nem é como se eu evitasse amizade/relação com o pessoal daqui, mas algo que foi acontecendo ao longo do tempo e hoje conversando com um amigo do sul por exemplo prestei atenção.
Esse pandemia notei como sou solitário em minha cidade.
Deus abençoe Netflix e Amazon Prime.
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2020.09.26 02:46 Weak_Turnover7130 Comida preenche o vazio

Tenho uma compulsão alimentar fodida. Isso é uma aflição diária e difícil de controlar, que já me causou uns momentos de quase ruína, afetando minhas amizades e relações amorosas. E também corrói enormemente as minhas finanças. Enfim, eu sou um gordo de merda.
Mas hoje eu acordei decidido a mudar. Preparei um café da manhã completinho, mas ainda leve, e depois disso eu só comeria em três horas.
RISADA DA PLATÉIA
Não aguentei a primeira hora. Depois de comer eu escovei os dentes, tomei uma àgua, e aí bateu aquela agonia: como se eu literalmente tivesse um vazio me consumindo por dentro, e uma completa apatia a tudo na minha vida. Sem nenhum entusiasmo ou sequer iniciativa pra fazer nada.
Então peguei o celular e pedi o primeiro combo espalhafatoso de comida gordurosa que tinha às 8h da manhã. Com refri.
Sei muito bem que uma mudança tão grande e fundamental não vai acontecer da noite pro dia. E essa é a pior parte: eu nem esperava grande coisa, comecei querendo somente passar por aquelas três horas depois do desjejum. E aí senti o peso do grilhão emocional que é o meu vício em comida.
É foda.
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2020.09.14 16:00 justlucyyy Possessão ou toxicidade?

Então, já faz bastante tempo que eu conheci uma garota e eu nunca havia namorado ou tido relações amorosas muito "profundas", então eu sou muito inexperiente quanto a tudo isso...
Há um tempo ela tem demonstrado um comportamento totalmente diferente, já que uns meses atrás aconteceu um evento que mudou a vida dela e ela vem me tratando diferente desde então, qualquer coisa que eu faço (simplesmente qualquer coisa) fere ela e isso é motivo de discussão e de aprendizado para que eu não repita mais, eu acho que discussões são conhecimentos, mas se tornou uma dor de cabeça já que acontecia todos os dias, eu simplesmente aceitava o que ela dizia e passei a viver triste, vivendo minha vida do jeito que ela queria e se eu fosse contra ela me fazia se sentir culpado e a ficar mal, eu tava me sentindo um escravo, já que viver tava sendo viver pra ela e apenas ela. Além de eu sentir que ela sempre joga os meus erros na minha cara, como se eu tivesse um tipo de dívida.
Eu a amo e não quero perdê-la, apesar de já ter perdido por ter me afastado. Eu sinto saudades dela a cada instante, mas eu tenho medo de deixar meu orgulho de lado, ir falar com ela e ser tratado do jeito que era antes... Eu não sei pelo que eu passei, se foi um tipo de possessão ou sei lá, 0 de experiência. Obrigado pra quem leu até aqui, fico grato de coração.
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2020.09.13 22:39 maisumge Sera que é real ?

Tenho 23 anos e um problema mental serio que sofri quando tinha 18 anos e é irreversível (me viro bem, trabalho, estudo saio e etc mas mudou muito a forma como vejo a vida e principalmente relações, sejam elas amorosas ou nao)
A umas duas semanas, voltei a falar com uma amiga minha que conheci a uns 10 anos atras na época de escola. A gente vem conversando muito nesses últimos dias (ela sempre teve uma quedinha por mim). E numa dessas conversas as coisas começaram a passar um pouco da amizade e se envolver um pouco a mais, pensando sobre relacionamento e talz.
O problema é que sempre sofri muito preconceito por esse problema que tive e durante muito tempo as únicas pessoas que tive que me davam essa atenção era minha família (e só alguns deles)
Outro problema é que tive um relacionamento antes que me traumatizou muito em que a menina que namorei me traiu muito e que me deixou muito inseguro em relação a literalmente qualquer coisa
Isso vem mexendo muito comigo esses últimos dias e sempre penso a mesma "sera que ela realmente gosta de mim ou sla só ta carente por causa da quarentena e quer alguem pra ficar ?". Por que eu realmente to querendo que de certo mas acho que ela nao vai aguentar por causa desse meu problema e etc
Enfim nao sei se fui suficientemente claro mas precisa muito por isso pra fora. Só falei sobre isso com uma pessoa e ela me deu um conselho que por mais que tenha sido sincero nao me ajudou muito
É minha primeira vez aqui então nao sei como vao ser a respostas de vcs. Podem fazer piada, zoar o que quiserem a única coisa que quero é uma opinião sincera por mais que me doa ouvir
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2020.09.07 01:52 lixopixado odeio relações amorosas e não consigo viver sem elas

não sei se é saudade legítima da ex ou se é carência por não ter encontrado ninguém desde então com tantas coisas em comum... às vezes eu penso em mandar uma mensagem pra saber como tá a vida dela e etc, mas sempre imediatamente meu eu lúcido me convence que não é boa ideia. sei lá, queria sentir aquela sensação boa de estar apaixonado de novo. talvez eu só sinto essa "saudade" porque como foi um dos poucos relacionamentos que eu tive, eu tinha aquela imagem idealizada do amor onde tudo dá certo e são mil maravilhas e aí essa ilusão ficou gravada na minha mente.
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2020.08.29 01:01 Orpheu2000 Método Finish Funciona? Vale A Pena? É Bom?

Método Finish Funciona? Vale A Pena? É Bom?

Método Finish Funciona
Método finish funciona? vale a pena? é bom? Neste post você saberá tudo sobre o método que está transformando as vidas de várias pessoas que o adquiriu! Leia tudo com cuidado e descubra como alcançar relações sexuais altamente prazerosas ao compreender como resolver a ejaculação precoce.
Se você é um homem que decidiu dar um basta na ejaculação precoce, e controlar sua prática sexual, ou é uma mulher que deseja auxiliar seu marido a vencer as gozadas rápidas e igualmente ter satisfação sexual mais intensa, saiba que chegou ao lugar certo!
Você deseja possuir uma vida sexual mais prazerosa? Você pretende viver relações sexuais mais intensas, duradouras e satisfatórias? Assuma o comando de sua vitalidade sexual e escolha o momento em que deseja GOZAR!

O QUE É O MÉTODO FINISH?


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Você aprenderá, mediante técnicas simples, diversos exercícios físicos e técnicas que te ajudarão a controlar e optar pela ocasião em que quiser gozar, assim como a conceder prazer explosivo a sua parceira.
O método funciona da seguinte maneira: O sistema de ejaculação é inteiramente espontâneo, portanto, nosso processo baseia-se na prática de exercícios 100% naturais, mediante conteúdo em texto e vídeos.
Qualquer indivíduo de qual que seja a idade consegue executar os exercícios! O método consiste numa sucessão de exercícios que tem por fim favorecer uma relação duradoura ao garantir que o homem comande ao máximo a ejaculação, levando, portanto a orgasmos explosivos!

ALGUNS BENEFÍCIOS DO MÉTODO FINISH PDF!


Aprenda a domar a arte do comando da ejaculação:
Com o controle da ejaculação, sua satisfação sexual ficará livre para expandir-se através de seu corpo inteiro. Seu prazer sexual jamais será exclusivamente na região dos órgãos genitais, mas dos pés a cabeça, por todo seu corpo.
Recupere sua autoestima entre quatro paredes:
Sua confiança entre quatro paredes aumentará! Você será apto a satisfazer sexualmente qualquer mulher tesuda e apaixonada, ou mesmo um harém inteiro, se necessário!
Consiga Orgasmos Explosivos:
Sem ejacular, você obviamente aumentará seu domínio de duração do ato sexual à medida que segura o gozo por meia hora, uma hora ou mais. PRAZER SEXUAL GARANTIDO para você e sua parceira!
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6. Mais virilidade e potência;
7. Vida sexual plena e autoestima elevada;
8. Ereções mais rígidas e orgasmos mais intensos.

Método Finsh PDF Vale A Pena

PARA QUEM É O MÉTODO FINISH?


O manual método finish vale a pena e é indicado para todos os homens que desejam recuperar sua autoestima sexual, salvar seu casamento, obter uma boa reputação no meio feminino e poder usufruir de uma vida sexual mais prazerosa e saudável.
A sexualidade é com toda convicção uma das maiores experiências humana, uma existência sexual alegre é necessária para o bem estar pessoal, bem como para todos os aspectos de nossas vidas!
O orgasmo é sem dúvida o experimento humano mais abundantemente satisfatório. Então, imagine como seria extraordinário compreender o segredo de estender seus orgasmos por uma, duas horas ou mais.
Você quer uma prática sexual mais satisfatória e intensa, sem os transtornos causados pela ejaculação precoce. Chega do desconforto causado por relações que nunca proporcionam o prazer sexual ideal.

COMO FAÇO A COMPRA DO MÉTODO FINISH PDF?


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CONCLUSÕES FINAIS MÉTODO FINISH!


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2020.08.13 22:40 e_r_d_n_a_x Seria eu um Incel, se sim o que fazer?

Não posso dizer minha idade, mas tenho menos de 18 e vou contar minha história. Desde muito pequeno fui uma pessoa muito tímida. Já gostei de uma menina, fui amigo dela, mas posteriormente rejeitado. Após anos, ainda sinto algo por ela. Apesar de tentar esquecer, quando alguém a cita, eu lembro de tudo e ontem sonhei que a namorava. Há um tempo atrás uma menina se apaixonou por mim e eu correspondi parte por desespero. Perdi meu bv com ela, mas a beijei uma única vez, pois a namorei apenas alguns meses e ela era de outra escola. Nós trocamos nudes e tudo mais, ela gostava de mim e queria fazer sexo (até mais do que eu, nunca entendi). Mas minha família é super religiosa e dps de algumas coisas, eles me obrigaram a me afastar dela. Eu com muito pesar fiz isso, mas ela queria continuar sendo minha amiga. Mandando mensagens, era perceptível que ela queria voltar, então tive que realmente cortar relaçõe e a bloqueei, doeu muito, mas acredito que fiz a coisa certa, porque ela já estava sendo tóxica e obssessiva por mim. Essa foi minha única experiência amorosa e eu nunca realmente tentei socializar e me aproximar de meninas além de amizade pessoalmente. Agora que quis começar a viver uma vida mais normal aconteceu essa quarentena. Seria eu um incel, apesar de ter namorado? O que devo fazer?
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2020.08.12 04:59 Na4te Tô inseguro a respeito disso.

Eu pensei se deveria escrever sobre isso aqui, e pelo fato de ser anônimo e ninguém me julgar eu resolvi escrever. Bom, o tema desse texto é VIRGINDADE, tenho 17 anos e sei que não é problema ser virgem ainda. Desde muito jovem apesar de faltar exemplos, sempre tive na minha cabeça que eu perderia meu BV e a virgindade com alguém especial (que nunca veio),tanto que já cheguei a recusar algumas oportunidades, mas recentemente, questão de 1 ano e pouco, tive uma decepção amorosa gigantesca(normal na adolescência ). Eu nem cheguei a realmente ficar com essa garota, mas eu gostava dela de uma maneira q ainda dói, assim como eu, ela era tímida e dificilmente(isso na minha cabeça) teria tido relações íntimas com alguém, porém, para o meu desencanto eu soube que teve. Não fosse um problema ainda gostava dela do mesmo jeito, mas eu não me sentiria bem a respeito disso, afinal se eu me relacionasse com ela eu me sentiria insuficiente e ficaria inseguro, pois ela já teve experiências e poderia me comparar com outros e isso me fez refletir um pouco . (Vale ressaltar que não sou crente) Bom, pra minha sorte ou pro meu azar não vejo ela já tem 1 ano, e tem algo que me perturba até agora que é a questão da virgindade, perdi o BV recentemente com alguém que conheci no mesmo dia, ela foi muito gentil e compreensiva comigo(não sei se todas vão ser assim). Eu tenho medo de ser virgem até namorar ou me casar com alguém que não tenha vivido a mesma vida que eu("se guardado"), e isso me deixa com medo e inseguro, oque já me passou pela cabeça de perder o cabaço num puteiro e adquirir experiências por lá mesmo.
Espero que compreendam que, não me importo se você homem ou mulher já fez ou deixou de fazer cada um faz oque bem entende, mas eu sou inseguro em relação a mim e a uma possível pareceira no futuro.
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2020.08.11 21:39 themirrorball Eu tenho medo dos meus sentimentos.

Eu sempre fui uma menina muito tímida, de poucos amigos, mas sempre com relações intensas com todos ao meu redor, relações duradouras. Minha vida amorosa não foi diferente: me envolvi com pouquíssimos caras na minha vida, mas todos tiveram um significado especial e fizeram parte da minha vida por um bom período de tempo.
O problema está no fato de que todos meus relacionamentos anteriores acabaram por covardia minha, sempre que eu me via muito envolvida com alguém, me batia um pânico e eu pensava "vc não pode ficar vulnerável dessa maneira, e se ele fizer merda? acabou tua vida" e eu acabava terminando tudo. Fazendo isso, cheguei aos 20 anos sem sentir que me apaixonei alguma vez na vida, sem ter tido coragem de oficializar um namoro e sem ter meu coração partido, mas a que preço? eu não aguento mais fugir dos meus sentimentos.
No começo da quarentena, conheci um carinha que abalou minhas estruturas. Fazia tempo que esse sentimento não batia tão forte. Nos aproximamos de maneira muito rápida, ele demonstrou interesse em mim logo de cara, a gente tem muita coisa em comum. Eu pedi pra começarmos com calma pq ainda tava muito recente, então continuamos conversando como amigos, mas meus sentimentos por ele cresceram de forma rápida. Hoje, somos bem próximos. E meu sentimentos tão enormes, a vontade de fugir ressurge. Acho que ele não faz ideia do quanto eu gosto dele (não tenho só medo dos sentimentos, mas também dificuldade de expressá-los). Eu não quero perder alguém de novo por causa da minha covardia :(
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2020.08.10 04:24 Mestre_dos_Magros23 Vou fazer uma recomendação pra quem quer aprender a lidar com suas emoções

A um tempo atrás eu não conseguia controlar meus sentimentos e nem entendia as coisas que eu fazia com eles e isso acabava prejudicando algumas relações minhas por ser muito sentimental e explosivo. Comecei a procurar psicólogos e tals mas nunca tinha dinheiro. Então um dia eu fui no YouTube e descobri o Canal Neurovox que é de um Professor da USP. Ele tem vídeos sobre diversos temas e me ajudaram muito a me entender. Depois de assistir alguns vídeos eu comecei a fazer as coisas que ele recomendava e realmente ajudam muito a melhorar a qualidade das nossas relações e tbm a se entender melhor. Se vc passa por alguma situação difícil nesse momento da sua vida, tanto amorosa ou em amizades o canal dele tem um conteúdo ótimo pra vc.
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2020.08.10 00:26 claudiocastagnoli Será que coloquei tudo a perder?

Olá amigos, espero que tenham tido um ótimo domingo e um dia dos pais tranquilo. Venho aqui hoje para pedir uma opinião a respeito de algo que vem me deixando muito angustiado. Contextualizando, tenho 24 anos de idade, sou homem, moro há 10 meses sozinho em uma cidade que não é a minha de origem e que ainda conheço pouca gente. Pra entender os conceitos e causas do que vou contar, é preciso contextualizar a minha situação enquanto ser humano. Eu sempre fui obeso, desde a adolescência. Por mais que isso teve um impacto sobre mim durante toda a minha vida até aqui, eu nunca sofri muito em relação a ações de outras pessoas, como bullying. Acredito que pelo fato de ser bem alto, o que disfarça um pouco os 40kgs acima do peso em que cheguei no segundo mês de quarentena. O fato de ser obeso fez com que eu me tornasse uma pessoa muito tímida, desenvolvesse fobia social e fizesse com que eu não tivesse uma iniciação amorosa, digamos assim, como a maioria das pessoas. Beijei pela primeira vez aos 19 anos de idade, perdi a virgindade aos 22, etc. Eu nunca passei pelo processo de conquista nessas situações, sempre foi algo combinado antes e mecânico, utilizando geralmente o Tinder com um perfil anônimo procurando sexo. O motivo é simples, me sinto muito inseguro e tímido para desenvolver uma relação normal com uma pessoa nesse sentido, fico muito nervoso e quando tentei, diversas coisas aconteceram, como me dar um branco terrível e eu perder todo e qualquer assunto que eu teria com uma pessoa que eu conversava quase todos os dias pela internet. Eu sou uma boa pessoa, sou uma pessoa criativa, carinhosa, atenciosa, eu modéstia parte sempre agradei as poucas meninas que chegaram a ficar comigo, pq sempre pesquisei e estudei muito sobre o que fazer pra satisfazer uma pessoa da melhor maneira possível. Uma dessas garotas, das 3 que ficaram comigo na vida, foi inclusive o mais próximo que tive de um relacionamento, que só não rendeu pq me mudei de cidade na época. Eu nunca fiquei com ninguém, no sentido de sair com uma pessoa e durante esse encontro desenvolver uma atração e terminar o encontro com um beijo ou uma noite juntos. Isso me doía, mas agora anda doendo mais, e explico o motivo.
Logo ao me mudar para esta cidade no último ano, conheci uma garota maravilhosa. Sei o quanto isso pode parecer clichê, mas eu nunca conheci ninguém igual a ela. E só de pensar na personalidade, em todo o carinho que ela me entregou desde o início, eu me emociono enquanto escrevo meu relato. O fato é que do início de 2020 pra cá nos aproximamos MUITO, mas acabamos conseguindo sair apenas duas vezes antes da quarentena começar. Foram dois rolês incríveis que me lembro sempre com certa nostalgia. Depois desse segundo rolê, começamos a nos aproximar de maneira afetiva, e é aí que minha insegurança e inexperiência começa a afetar tudo. Estávamos muito próximos, falávamos de coisas que queríamos fazer, éramos muito carinhosos um com o outro, ela foi a primeira a dizer que me amava, o que me deixou muito feliz. Estávamos muito bem, mas eu estava com medo de estar entendendo as coisas da forma errada, e como já havia sofrido com isso antes, resolvi perguntar. Resumindo, ela disse que se interessava em ter uma amizade colorida comigo. Eu disse que tudo bem, eu também queria isso (por mais que por dentro já soubesse que estava apaixonado). Depois dessa nossa conversa, conversamos posteriormente mais uma vez sobre isso, confirmando o nosso status, mas com o tempo deu uma leve esfriada, o que é normal devido à quarentena. Mas a minha mente insegura ficava sempre buscando confirmações, e sei que isso pode ter afastado ela. Marcamos um encontro em minha casa nas últimas semanas, depois de ficarmos afastados desde março. Eu fiquei MUITO empolgado, fiz de tudo pra recebê-la da melhor maneira possível, deixei minha casa arrumada, cheirosa, comprei uma roupa nova pra usar, fui ao barbeiro, usei meu melhor perfume e recebi ela. Bom, foi muito legal, fizemos várias coisas, mas não rolou nada. Mesmo com ela dando um sinal com um comentário sobre a minha cama logo na chegada. As coisas foram ficando tensas, eu estava tenso, não rolou NADA. E aí volta a questão da inexperiência de nunca ter chegado a essa situação, de ter de criar um clima pras coisas acontecerem, por sempre ter tido apenas relações mecânicas. Ela foi embora depois de passar o dia todo comigo, fiquei frustrado, e como bom inseguro, resolvi comentar com ela na noite do mesmo dia. Disse que achei que iria rolar alguma coisa mas que eu estava um pouco tenso. E ela quebrou meu coração dizendo que não queria mais. Que me ama, mas não quer isso.
Uma semana antes estávamos trocando memes sobre beijo, duas ou três semanas antes estávamos insinuando atos de carinho. Assim que ela chegou na minha casa fez um comentário que soou como um sinal. E ali, ela disse que não queria isso. 🥺 Sei que provavelmente estraguei tudo com minha ineficácia em relação a deixá-la a vontade pra ficar comigo. Nós estamos bem (mas o assunto ficar nunca mais voltou a pauta), já estamos marcando dela vir outra vez nos próximos dias pra comermos algo. Mas agora pergunto a vocês meus amigos e amigas, da forma mais humilde possível: está tudo perdido mesmo? Como posso tentar reverter essa situação?
Obrigado por tudo ❤️
(Obs: estou fazendo terapia pra tratar essas questões pessoais)
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2020.08.01 08:09 7asessao Precisamos Falar sobre o Kevin

Precisamos Falar sobre o Kevin

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Na primeira cena visualizamos o passado da protagonista na Tomatina, uma festa cultural espanhola, onde a tradição envolve uma guerra de tomates. A constar do festival, é evidente o contraste das cores nas cenas do filme, a qual a vermelha é presente constantemente. Então, já começamos a elaborar algum significado. O filme por ser um pouco mais parado, me gerou um pouco de medo da monotonia, todavia, as construções das emoções e dos pensamentos dos personagens são bem desenvolvidas a partir do silêncio e uma compreensão cresce em torno do contexto familiar de Kevin.
De acordo com a teoria psicanalítica do desenvolvimento, a infância se passa por estágios psicossexuais, das quais são utilizadas zonas erógenas para o autoerotismo, causando satisfação, bem-estar e as primeiras relações com o mundo com experiências de vínculos afetivos. A primeira fase, relacionada a fase oral, inicia-se do nascimento ao segundo ano de vida, onde a criança tem como principal satisfação o estímulo da via oral, como é no exemplo do filme Precisamos Conversar sobre Kevin, que traz a cena do menino brincando com um metalofone, e enquanto a sua mãe pede para o mesmo repetir as palavras ditas, Kevin se nega e coloca os baquetas do instrumento na boca de forma exploratória. A fase oral não fala exclusivamente da zona erógena em si, mas sobre a relação com o objeto. Dessa forma, fala-se sobre sobrevivência com a busca do alimento, mas também sobre o prazer, incorporações, construção de relações e o desenvolvimento do próprio ego, já que a criança inicia uma percepção de separação entre ele mesmo e a mãe.

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Dos dois aos quatro anos de idade, a zona erógena se desloca para o ânus, o qual coincide com as aprendizagens sobre higiene íntima e a autonomia sobre a retenção e a liberação das fezes e da urina. A satisfação passa a ser relacionada com o que o bebê consegue produzir e controlar. Porém, os pais demonstram entusiasmo e ao mesmo tempo nojo, problematizando a fase anal com repreensões relacionadas ao horário, ambiente e constrangimentos, gerando confusão na criança, a qual pode interpretar o seu ato como positivo ou negativo. Futuramente, a fase anal acaba possuindo uma relação com o controle, o dar e receber e gera uma personalidade passiva ou ativa. Em alguns momentos do filme, deixa-se nítido Kevin defecando na fralda e chamando os pais para limpá-lo, até que, pela alegria dos pais, Kevin consegue utilizar o banheiro de forma independente. Além disso, a mãe, que está projetando o seu escritório com mapas colados por toda a parede, se faz muito satisfeita com o seu ambiente e expressa o seu desejo de torná-lo especial de acordo com a sua personalidade. No instante em que Eva, interpretada por Tilda Swinton, volta para o quarto com a sensação de que o filho está aprontando alguma coisa, olha enraivecida para o cômodo sujo de tinta vermelha da parede ao chão, borrifado com a arma de brinquedo do filho, a quem se desculpa e justifica o seu ato com o argumento de que gostaria de deixá-lo mais especial. Ou seja, tem a ver com a capacidade de produção da criança como um presente de agrado para a mãe.
O Complexo de Édipo ocorre entre o ponto culminante e o declínio da fase fálica por volta dos quatro anos, tem as genitais como zona erógena e é caracterizada pela masturbação infantil – sem o instinto reprodutor – com carícias, exibições, apalpações e curiosidades sobre os órgãos genitais. É um início da descoberta e interesse das diferenças anatômicas entre os sexos, sobre a própria origem no mundo por meio de jogos e perguntas, iniciando uma construção conceptiva sobre a sexualidade. É na fase que a criança quer tocar no próprio corpo e querer ver a genitália do colega. Rock Duer, ator que interpreta Kevin nessa idade, tem um diálogo breve com a mãe sobre sexo, onde a mãe tenta explicar, por meio de teorias fantasiosas, como os bebês nascem e ele retruca agressivamente para desmenti-la e se mostrar conhecedor do assunto.
Após os estágios iniciais, a energia sexual e agressiva é redirecionada para o aumento do interesse pela aprendizagem, atividades e objetos socialmente aceitos, o que torna o investimento sexual disfarçado por esportes, brincadeiras, jogos e geração de novas amizades para reduzir a tensão por meio do mecanismo de defesa da sublimação. Como na fase de latência há uma socialização secundária, o superego age como limite das relações interpessoais e a construção da moral é iniciada. Apesar de Kevin não se interessar por fazer novos amigos e repudia a ideia de ter uma irmã, ele foca em jogos de vídeo game com o pai e expressa intensa alegria ao ser presenteado com um arco e flecha, o qual passa a ser o seu maior entretenimento.
Segundo a psicanálise, o último estágio do desenvolvimento sexual se inicia na puberdade com a fase genital. Enquanto há mudanças biológicas, o autoerotismo é redirecionado para o altruísmo quando o objeto de desejo deixa de ser o próprio corpo e passa a ser um externo para a busca da função reprodutiva. Toda via, as mudanças psicológicas também ocorrem, pois, a fase genital corresponde às relações interpessoais. O filme mostra um intervalo breve de quando, ao abrir a porta do banheiro, Eva flagra Kevin se masturbando, o que causa um constrangimento para a mãe, mas o filho prossegue o ato de forma provocatória.
Primeiramente, o Complexo de Édipo é um padrão universal, que acontece na fase fálica, como já foi mencionado anteriormente, onde também ocorre o fenômeno da castração. O desejo inconsciente da criança pela mãe e da rivalidade com o pai, por ser o seu objeto de desejo e o seu impedimento de acesso ao objeto, respectivamente, é inspirado por meio simbólico de uma lenda grega, por isso o nome. Ele percebe que a mãe tem desejos além dele próprio e começa um processo de identificação com o pai, escolhendo-o como modelo comportamental como reação à castração para ligar-se novamente a mesma e ser reconhecido. A partir desse processo, regras sociais, normas e leis são impostas pelo pai e internalizadas pela criança e um desenvolvimento de separação entre a criança e a mãe é manifestada pela função paterna para construir a estrutura da personalidade de acordo com a forma que a castração foi recebida. Não necessariamente a função materna é a mãe, assim como, a função paterna, o pai. Ambos são representados pelas funções, relações e como são construídas. A função materna normalmente é escolha da criança e é caracterizada pelos cuidados afetivos e atividades, como levar à escola, dar banho e alimentar. Já a função paterna tem a função de frustrar a criança para torná-la capaz de perceber-se como ser individual e separável da mãe.
As diferenças biológicas entre os sexos são percebidas como a presença ou a ausência do pênis, e de forma metafórica e inconsciente, amedronta o menino de perder o mesmo, enquanto a menina tem inveja do órgão genital masculino. Isso significa que o falo é uma representação psíquica relacionada ao poder, onde numa sociedade patriarcal, os homens são enaltecidos e as mulheres lutam por um reconhecimento existencial e buscam o seu lugar de poder.

Momento vitorioso de Kevin nas cenas finais.
A resolubilidade da obra cinematográfica, pelo ponto de vista do Complexo de Édipo, se dá pelas relações interpessoais de Kevin com a sua família. Desde o descobrimento da gravidez, Eva evidencia a quase todo o momento a sua infelicidade de gerar um filho e isso é levado ao telespectador uma interpretação de repúdio de Kevin pela mãe e de afeto pelo pai. Com o desenrolar, observa-se, que na verdade, Eva é o objeto de desejo da criança, a qual utiliza atitudes agressivas e provocatórias para chamar a atenção da mesma.
Quando Eva quebra o braço de Kevin acidentalmente, ambos voltam para casa do hospital com o braço do filho enfaixado e Kevin reage acobertando-a para a médica e para o pai. Em outro momento, Kevin fica doente se mostrando mais compassível ao afeto da mãe, enquanto ela lê um livro para ele, e quando o pai entra no quarto, é a primeira vez em que ele o rejeita pedindo para ele se retirar do cômodo. Na última cena, Kevin está preso e se mostra desesperado com o fato de que vai para o presídio para maiores penais. São momentos, nas quais Kevin se encontra vulnerável, e da para perceber com mais nitidez as suas verdadeiras afeições, principalmente na cena em que ele está estático no meio da rua, observando um cartaz da mãe.
Então, esclarece-se a sua relação com o pai, da qual é superficial e encenado como competição e garantia do afeto maternal. Porém, o pai não possui a função paterna, pois o mesmo encontra-se sempre ausente e passivo em todos os conflitos. Dessa forma, a função paterna é voltada para o descobrimento de uma nova gravidez, gerando uma irmã para Kevin, a personagem chamada Celia; o trabalho de Eva, na qual se debruça dedicadamente e os seus desejos relacionados às viagens internacionais. Basicamente, não há uma solução dos desdobramentos, já que a castração não acontece. Kevin nega e reage à castração a todo momento, incapaz de se ver inseparável da mãe, além de não redirecionar o seu desejo sexual para outras relações amorosas ou interesse em fazer novas amizades, gerando uma estrutura de personalidade perversa com características manipuladoras, sem envolvimentos emocionais e descumpridora das regras sociais sem culpa ou medo.
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2020.07.06 16:03 HortaSama Cansado da mesma luta todos os dias

Ok, vamos lá. É a primeira vez que eu falo sobre isso com alguém, então pode precisar de algum contexto.
Eu tenho 18 anos e sofro com depressão e ansiedade desde os 15. Tenho tendências suicidas, facilidade em me isolar e tenho um vício degradante em pornografia. E por muito tempo eu decidi que ignorar esses problemas era melhor do que combatê-los. Por mais que eu tente, essa briga só parece piorar a cada dia, ficando mais e mais difícil.
Eu tinha o mesmo grupo de amigos a 4 anos, mas por conta de burradas minhas, eu acabei me isolando do grupo todo e fazendo com que outras panelinhas se formassem, de forma que eu faço parte da maioria delas, sem fazer parte de maneira propriamente dita. Sou só um fantasma nos grupos de whatsapp, nos servidores de discord e nos squads de jogos onlines. Só mais um número, um nickname. Que não faz diferença. Essas minhas atitudes de isolamento me custaram a amizade com um dos meus melhores amigos, e me faz duvidar se as pessoas realmente gostam de mim pelo o que eu sou de verdade, e não pelo que eu posso oferecer a elas. Esse é um dos pontos.
No começo do ano eu ingressei na federal, mas eu não tenho certeza se esse é o curso que eu quero. Na verdade, eu não sei nem se eu quero mesmo estudar numa faculdade. Meus sonhos são outros, meus objetivos não envolvem diplomas e doutorados, mas é que parecia o mais fácil. Então a dúvida se eu estou no lugar certo, fazendo a coisa certa só piora tudo 100 vezes, porque faz eu me sentir um filho da puta que "roubou a vaga de alguém", sendo que eu passei por mérito próprio pra um curso que eu me interessava.
Minhas relações amorosas são um fardo. A minha única "ex-namorada" me fudeu tanto a cabeça que eu morro de medo de me envolver com alguém e acabar me decepcionando de novo. Foram três anos pra superar a minha ex e eu sinceramente não quero passar por isso de novo. Além disso, minhas duas famílias (paterna e materna) possuem um "sangue ruim", uma fama de que quase todos os homens são escrotos, traem as mulheres e não conseguem guardar o pau dentro da calça. Da minha família paterna, por exemplo, só se salva meu pai, porque de resto... principalmente meu avô. Então eu tenho medo de me relacionar com alguém e acabar magoando a pessoa por ser um filho da puta e tenho medo de me relacionar com alguém e a pessoa acabar me magoando. É maluco. Além de que eu não acho que ninguém mereça ficar com alguém tão problemático quanto eu.
Enfim, ontem eu tive uma recaída e acabei me mutilando. Cortes na costa da mão e no joelho, usando meu barbeador. Por mais doente que pareça, a dor até ajudou um pouco. Mas não é isso que eu quero pra minha vida. Eu só quero que tudo acabe. Espero que com o fim dessa pandemia do inferno, as coisas mudem pra melhor. E se não mudarem, que eu tenha força pra não cometer suicídio.
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2020.06.29 15:43 anonimo586 Eu quero me matar mas não tenho coragem

É efeito da quarentena, eu sei que tá um milhão de pessoas suportando o mesmo problema e demonstro minha sincera empatia. Eu percebi que a minha vida inteira foi uma quarentena, tive pais superprotetores e autoritários. E eu só fui dar conta recentemente, tive crises de ansiedade e comecei terapia. Agora eu tô descobrindo a merda que isso me causou, o porquê de eu ser tão insegura, porquê de nunca ter vivido relações amorosas e ter tanto medo delas. Agora tô entrando na idade adulta sem me sentir adulta. Meu passado me assombra e eu não gosto dele. Eu odeio quem eu sou, o que vivi e tudo mais. Odeio me sentir impotente logo agora que comecei entender o que aconteceu de verdade. Me sinto culpada por que é como se a liberdade que eu tanto procuro fosse errada, meu pai me controlou tanto, me fez sentir culpada por eu pensar diferente dele, que agora eu tenho medo de desobedece-lo mesmo depois de sua morte. Me sinto lixo, sinto que é tudo culpa minha mas minha terapeuta diz que não é, ele que foi abusivo.
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2020.06.19 15:25 Sait22 Por que nós seres-humanos criamos padrões de beleza?

Na natureza o "belo" ou melhor dizendo o que é atraente é geralmente sinônimo de força ou saúde por uma questão puramente darwinista. Na humanidade porém existe uma questão que vejo mais inflada pela midia e por alguns padrões que nem sei de onde surgem, por exemplo, o meu cabelo é crespo e sempre quis ter o cabelo liso, fui "ensinado" que o meu tipo de cabelo sempre tem que ser curtinho e até brincavam na escola que era "de pelo de saco", era maldoso mas não guardo rancor. Isso vale pra outras inumeras coisas, mas já pararam pra pensar que isso também pode afetar a nossa visão e criar uma ideia errada que influencia nossas decisões? Isso cria uma put* insegurança e preconceito principalmente em relações amorosas e afins, é claro, já foram pra festas e baladas? Beleza la é algo sério, existe um "padrão" nitido, agora de onde vem isso?
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2020.06.19 03:50 Dipsteer Arrependimentos e relações amorosas

Vocês mulheres as vezes são indecifráveis!
Eu gostaria de deixar aqui um desabafo sobre alguns ocorridos da minha época do ensino médio, e também gostaria que vocês compartilhassem das suas frustrações amorosas. Obs: ignorem os erros de gramática, por favor, escrevi isto um pouco cansado.
Primeiro ano do ensino médio: Eu garoto jovial aos meus 15 anos de idade ainda bv, conheci uma mina do cabelo vinho, media aproximadamente 1,56 de altura, era fofa mas ao mesmo tempo um pouco safada. A conheci por meio de uma colega de classe que me apresentou a ela. Com o decorrer do tempo fomos criando uma amizade e fui me apaixonando por ela. A mesma se dizia lésbica, mas na verdade era bi, pois ela gostava de um colega da minha sala. Blz, o ano passou e não peguei ninguém, pois era tímido e ainda havia a barreira do bv.
Segundo ano do ensino médio: ano novo, vida nova voltei para a escola já com meus 16 anos de idade. Naquele ano eu decidi que investiria em acabar com a minha timidez amorosa, e ter um relacionamento. Como não havia alguém que me desse conselhos, decidi me inspirar no meu primo que morava comigo, e era garanhão. E deu muito certo.
Ai foi onde eu conheci uma morena, primeiranista gente boa e mais avoaçada da sala dela. A mina era ousada, mas eu fui mais, eu flertava bastante com ela, demonstravos bastante intimade, as vezes dava aquela encurralada (saudável é claro) nela no corredor, mas infelizmente nosso romance não foi para frente. A mina era mais madura, já tinha se relacionado bastante e eu não tive a coragem de dar o primeiro passo. Minha falta de conhecimento e medo apenas me fizeram prolongar o tão momento do beijo, que nunca chegou pois ela acabou perdendo o interesse em mim. Como eu não estava entendo oque havia acontecido, decidi partir para a próxima. Logo após, eu encontrei a primeiranistas mais: meiga, fofa e adorável que eu já havia visto, ela era perfeito para mim. Comecei a criar uma amizade com ela, rapidamente nos aproximamos, nos dávamos bem, mas por conta de um "amigo" tóxico da época, meu romance foi levado ao chão, com as frequentes intervenções do mesmo em nossas conversas. Então o ano se acabou.
Terceiro ano do ensino médio: ano novo, vida nova, mais um ano se iniciava, e é aqui onde começam as tragédias. A morena ousada tinha um pouco de ciúmes da meiga, e constantemente desabafava o do porque gostavam tanto dela, e então eu fui trocando uma idéia novamente com ela. Durante a nossa "aproximação", eis que a Vinho me apareçe dando a entender que gostava de mim, e demonstrava constatemente querer atenção e descontentamento com relação a mim, foi ai onde meu piscicólogico foi para o ralo. Magicamente a menina descobriu que sentia algo agora que eu estava no meio de um flerte.
-Mas que merda é essa que quando você está "comprometido" todo mundo se apaixona por você? Kkkkkk. Não fiquei com nenhuma das duas no final das contas, e parti para outra.
A princesa e meu primeiro fora:
Esse relacionamento foi o mais aleatório e fodido desse ano, o do porque eu irei explicar agora. Durante meus 2 anos de ensino médio, havia uma garota na minha sala da qual eu nunca havia notado. Acabei criando uma amizade com ela a partir de uma brincadeira, onde fingiamos ser um casalzinho na sala. Frustrado com todos aqueles relacionamentos, e meus sentimentos nunca sendo colocados em questão, a sala ainda decidiu nos shippar, e os amigos dela começaram a nos apoiar como um casal. A princípio eu não sentia nada por ela, apenas amizade, mas quanto mais eu ia á conhecendo, e com a pressão constante de toda a sala, acabei me declarando para ela (de uma forma meio tosca, eu assumo) e tomei o meu primeiro fora. Aquilo me quebrou profundamente, de uma certa forma que eu nem me lembro muito de como foi. Detalhe, começou a chover naquele instante, parecia uma cena de comédia romântica. Com o passar do tempo eu fui conhecendo novas garotas naquela escola, mas nenhuma se enxava comigo. Ninguém me entendia, ninguém me compreendia. Eu era o tipo de cara sensato, que ajudava todo mundo com relação a problemas, e me peocuravam bastante pois eu fala a verdade e sempre opinava de forma racional.
Moral da história, apesar de ter seguido a minha vida, o arrependimento de não ter entendido essa garotas naquela época culmina em mim até hoje. De vez em quando eu acabo imaginando como seria se eu tivesse as tratado da forma correta, e como teriamos aproveitado melhor aqueles momentos.
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2020.06.15 04:52 altovaliriano Shae (Parte 3)

Uma prostituta aprende a ver o homem, não seu traje, caso contrário acaba morta numa viela.
(ACOK, Tyrion X)
Martin começa a trajetória de Tyrion em A Tormenta de Espadas já estabelecendo o destino de Shae. Tywin e Tyrion estão discutindo sobre a sucessão de Rochedo Casterly quando entram no assunto sobre Alayaya, Tysha e Shae. Curiosamente a pergunta parte do próprio Tywin:
E aquela seguidora de acampamentos no Ramo Verde?
Que importa? – perguntou, sem querer nem mesmo proferir o nome de Shae em sua presença.
Não importa. Não mais do que me importa que elas vivam ou morram.
(ASOS, Tyrion I)
Como sabemos pelo último capítulo, Tywin se importa, sim. Shae aparece no julgamento testemunhando contra Tyrion e falando de estar com ele desde Ramo Verde, um detalhe que dificilmente escaparia a Tywin. Além disso, nesta primeira conversa, o pai de Tyrion completa com uma sentença interessante:
E não tenha ilusões: esta foi a última vez que tolerei que trouxesse vergonha à Casa Lannister. Acabaram-se as putas. A próxima que encontrar em sua cama, vou enforcar.
(ASOS, Tyrion I)
E interessante que Tywin tenha ameado enforcar Shae se a encontra-se na cama de Tyrion, pois, como o verbete sobre Shae na Wiki Gelo e Fogo sinaliza, Tyrion fez exatamente isso com Shae quando a encontra na cama do pai em seu último capítulo do livro.
A primeira vez que vimos Shae foi em um encontro no quarto de Varys, à pedido (e insistência) de Tyrion. O anão havia determinado que usaria este encontro para dar um fim na relação com Shae, em decorrência das ameaças do pai, especialmente depois que Tywin citou explicitamente a “seguidora de acampamentos no Ramo Verde” logo no capítulo anterior.
O encontro parece ser um encontro típico entre os dois, exceto que há nas duas partes desejos ocultos. Tyrion quer tirar Shae da corte e Shae deseja exatamente o contrário. Quando Tyrion aborda o assunto de maneira direta, a garota troca imediatamente de assunto, procurando massagear o ego do anão:
Shae – disse –, querida, esta tem de ser a última vez que ficamos juntos. O perigo é grande demais. Se o senhor meu pai encontrá-la...
Gosto da sua cicatriz. – A moça percorreu-a com um dedo. – Faz com que pareça muito feroz e forte. [...] O senhor nunca será feio aos meus olhos. – Ela beijou a escara que cobria os restos destroçados do seu nariz.
(ASOS, Tyrion II)
Shae insiste em não dar ouvidos a Tyrion durante toda a conversa, se limitando a tentar manipulá-lo a deixar ficar na capital. Toda aquela compaixão pelo novo ferimento adquirido de Tyrion não contém qualquer coerência, porque a garota continua tão inescrupulosa e insensível quanto era em A Fúria dos Reis. Sua maior preocupação ainda são bens materiais e sua falta de empatia por Lollys Stokeworth ainda é gritante:
[…] O senhor vai me devolver agora as joias e as sedas? Perguntei a Varys se ele podia me dá-las quando você foi ferido na batalha, mas ele não quis. Que teria acontecido com elas se tivesse morrido? [...]
Posso ir ao banquete de casamento do rei? A Lollys não quer ir. Disse-lhe que ninguém deverá estuprá-la na sala do trono do rei, mas ela é tão burra.
(ASOS, Tyrion II)
Entretanto, nem tudo é repetição nessas frases arrogantes de Shae. No meio de tudo, há uma pequeno trecho de diálogo de importância futura. Quando Tyrion tenta fazer com que a prostituta compreenda o perigo que Tywin oferece à vida dela, a garota apenas responde “Ele não me assusta”.
Esta simples sentença revela que GRRM estava sutilmente costurando elementos nesta primeira conversa que seriam trazidos de volta novamente na última cena de Tyrion e Shae juntos. Quando a garota o vê nos aposentos do pai, ela se assusta e começa a disparar justificativas. Entre estas justificativas, ela justamente se contradiz dizendo “Por favor. Seu pai assusta-me tanto” (ASOS, Tyrion XI).
Naquele primeiro diálogo, Shae sabia que Tyrion havia perdido seu cargo e, com isso, até mesmo sua permanência como aia de Lollys dependia inteiramente de ela manter seu disfarce. Àquela altura, o anão não tinha mais poderes de lhe arranjar uma nova colocação para ela, e por essa razão a garota sabia que tinha que tentar extrair de Tyrion o máximo que conseguisse.
Com isto em mente, fica claro que GRRM faz da cobrança de promessas antigas uma metáfora visual para Shae tentando segurar Tyrion via dominação sexual. Segundo o próprio Tyrion (ASOS, Tyrion VII), seu pênis era o orgão responsável por fazê-lo agir tolamente frente a manipulação da garota. E é justamente por aí que Shae o está segurando na cena, literalmente:
Não quero sair. O senhor me prometeu que eu voltaria a me mudar para uma mansão depois da batalha. – A boceta dela deu-lhe um pequeno apertão, e ele começou a enrijecer de novo, dentro dela. – Um Lannister sempre paga as suas dívidas, você disse.
(ASOS, Tyrion II)
Ao perceber que não vai conseguir nada por esta via, Shae passa a falar sobre o casamento de Joffrey e elabora um plano para que Tyrion a leve consigo, em troca de favores sexuais durante a festa. Aqui a garota não está mais se valendo da dominância, mas tentando persuadir o anão. Por isso, Shae passa a afagar o órgão sexual ao invés de prendê-lo:
– […] Eu encontraria um lugar em algum canto escuro abaixo do sal, mas sempre que se levantasse para ir à latrina, eu poderia escapulir e ir encontrá-lo. – Envolveu a pica dele nas mãos e afagou-a com suavidade. – Não levaria roupas de baixo sob o vestido, para que o senhor nem precisasse me desatar. – Os dedos dela brincaram com ele, para cima e para baixo. – Ou, se quisesse, podia fazer-lhe isto. – Enfiou-o na boca.
(ASOS, Tyrion II)
Quando Tyrion mostra que está veementemente decidido a que ela não deixá-la ir, Shae se retrai para a cortesia fria. Tyrion está pensando em como concederia facilmente o desejo de Shae, caso o pai não tivesse ameaçado enforcá-la, contrariando o que ele disse em A Fúria dos Reis, sobre o amor por Shae envergonhá-lo:
Se a escolha fosse sua, ela poderia sentar-se a seu lado no banquete de casamento de Joffrey, e dançaria com todos os ursos que quisesse.
(ASOS, Tyrion II)
Eu atribuo essa mudança de postura (de amor proibido envergonhado para amor proibido cauteloso) ao momento de Tyrion, em que ele perdeu todo o prestígio e está tentando se agarrar na única coisa de seu momento glorioso que ainda tem: Shae.
Em verdade, o comportamento de Shae espelha o de Tyrion. Ambos estão tentando arranjar um jeito de manter seu status. O anão também está tentando voltar ao poder pelas vantagens terrenas que ele oferece e não mais para “fazer justiça”. Naquele momento, Tyrion estava sendo a Shae de Tywin, pois está a todo custo tentando reivindicar direitos e reconhecimentos de seu pai.
O surpreendente é que após toda a teimosia de Tyrion, Shae finalmente cede a seu instinto de autopreservação e dá a Tyrion um parágrafo inteiro de resignação e obediência, ao fim do qual Shae apela para o cavalheirismo de Tyrion e lhe arranca uma promessa:
[...] Gostaria de ser a sua senhora, mas não posso. Se fosse, você iria me levar ao banquete. Não importa. Gosto de ser rameira para o senhor, Tyrion. Basta que me mantenha, meu leão, e que me mantenha a salvo.
Manterei – prometeu ele. Tolo, tolo, gritou a sua voz interior. Por que disse isso? Veio aqui para mandá-la embora! Em vez disso, voltou a beijá-la.
(ASOS, Tyrion II)
A prostituta parece entender que o novo momento de Tyrion exige dela uma abordagem diferente. Em suas palavras, de um homem poderoso que poderia desafiar o mundo por ela, ele agora era um cavaleiro que a protegia e resgatava do perigo:
Pensava que o senhor tinha se esquecido de mim. – O vestido dela encontrava-se pendurado em um dente negro quase tão alto quanto ela, e a moça estava em pé dentro das mandíbulas do dragão, nua. […] – O senhor vai me arrancar de dentro das mandíbulas do dragão, eu sei. [...]
Meu gigante – ela ofegou quando a penetrou. – Meu gigante veio me salvar.
(ASOS, Tyrion VII)
Shae veste tão bem a fantasia de donzela que chega a declarar seu amor a Tyrion e Tyrion responde em pensamento. Porém, por alguma ironia do destino, a prostituta estava querendo lhe fazer pensar que ele era um cavaleiro, enquanto o próprio Tyrion queria lhe casar com um cavaleiro de verdade para se ver livre dela:
E eu também a amo, querida. Podia ser uma prostituta, mas merecia mais do que o que ele tinha para dar. Vou casá-la com Sor Tallad. Ele parece ser um homem decente. E alto…
(ASOS, Tyrion VII)
É curioso como este é o único efeito colateral do novo estratagema de Shae. Tyrion fica tão embrigado pela ideia de ser o cavaleiro salvador da garota, que ele tem um momento de desencanto quando a prostituta sequer teme perdê-lo ao saber de seu casamento com Sansa Stark:
[…] Não me importa. Ela é só uma garotinha. Vai deixá-la comuma barrigona e voltar para mim.
Uma parte dele tinha esperado menos indiferença. Tinha esperado, escarneceu amargamente, mas agora sabe como é, anão. Shae é todo o amor que provavelmente terá.
(ASOS, Tyrion IV)
Eu penso que a indiferença de Shae se fundava em ela saber que somente corria perigo se Tyrion arranjasse outra prostituta como amante. Ela estava ciente do quão sexualmente indesejável ele era para a maioria da população de westeros e como ele era complexado com sua aparência e traumatizado com relações amorosas. Portanto, um casamento arranjado com uma jovem nobre donzela realmente não lhe representava perigo algum. Ela até mesmo tenta pedir na frente de Tyrion que Sansa a leve ao casamento de Joffrey, demonstrando que seu objetivo de participar da boa é sua real prioridade.
Porém, não há que se dizer que Shae é uma pessoa desprovidade de sonhos e fantasias. O fato é que esta fantasias não são românticas, mas delírios com mudanças de status social, luxos e riquezas. Quando Sansa a chama para ver uma nuvem no céu que parece um castelo:
É feito de ouro. – Shae tinha cabelos escuros e curtos e olhos ousados. Fazia tudo o que lhe era pedido, mas às vezes dirigia a Sansa os mais insolentes dos olhares. – Um castelo todo feito de ouro, aí está uma coisa que eu gostaria de ver.
(ASOS, Sansa IV)
Ou quando conversava com Sansa sobre Ellaria Sand e a garota apresenta sua versão dos fatos em que Ellaria seria uma espécie de Shae que “deu certo” em razão do relacionamento com Oberyn:
Era quase uma prostituta quando ele a encontrou, senhora – confidenciara a aia – e agora é quase uma princesa.
(ASOS, Sansa IV)
E são suas fantasias por status e luxo que a levam a testemunhar contra Tyrion a pedido de Cersei. O depoimento de Shae acontece logo antes de o anão pedir o julgamento por combate. Dessa forma, tudo o que a garota diz se torna juridicamente irrelevante de uma hora para outra. Essa manobra de Tyrion acaba por fazer com que Cersei se livrasse da obrigação de cumprir sua parte do acordo:
Shae, o nome dela era Shae. A última vez que tinham conversado fora na noite anterior ao julgamento por combate do anão, depois de aquele dornês sorridente ter se oferecido como seu campeão. Shae inquirira acerca de umas joias que Tyrion lhe oferecera, e de certas promessas que Cersei poderia ter feito, uma mansão na cidade e um cavaleiro que a desposasse. A rainha deixara claro que a prostituta não obteria nada até que lhes dissesse para onde fora Sansa Stark.
(AFF, Cersei I)
Interessante notar que o acordo feito por Shae consiste apenas no que Tyrion já tinha em mente em lhe dar.
O depoimento de Shae é uma peça que me chama bastante a atenção. A garota não só conta como Tyrion supostamente teria lhe tomado como amante à força e confidenciado os planos de matar Joffrey durante sua última noite juntos. Shae revela ali, perante Tywin, que era seguidora de acampamento do Ramo Verde:
Nunca quis ser uma prostituta, senhores. Estava noiva. Ele era um escudeiro, um rapaz bom e corajoso, de bom nascimento. Mas o Duende viu-me no Ramo Verde e pôs o rapaz com que meu queria casar na primeira fila da vanguarda, e depois de ele ser morto ordenou aos selvagens que me levassem à sua tenda. Shagga, o grande, e Timett, como olho queimado. Ele disse que se não lhe desse prazer, me entregava a eles, e portanto eu dei. Depois trouxe-me pra cidade, pra ficar por perto quando ele me quisesse. Obrigou-me a fazer coisas tão vergonhosas […]. Ele usou-me de todas as maneiras que há e… costumava me obrigar a dizer como ele era grande. O meu gigante, eu tinha de lhe chamar, o meu gigante de Lannister.
(ASOS, Tyrion X)
Como esta parte do depoimento era completamente desnecessária, eu fico me perguntando se ela foi bolada pela própria Shae, Varys ou Cersei. Sabemos que a garota é capaz de mentir, mas não vimos coisas com este tipo de elaboração. Como Varys é quem estava administrando o disfarce de Shae, fornecendo -lhe até histórias falsas sobre seu passado para que contasse à Tanda Stokeworth, acredito que tenha sido ele quem a orientou a assim depor.
Porém, qualquer seria o objetivo disto? Apenas para ele próprio se safar da acusação de que estava trazendo informações erradas a Cersei, algo que já lhe preocupava (ASOS, Tyrion VII)? Ou Varys queria que o depoimento de Shae chamasse a atenção de Tywin?
De fato, em uma entrevista em 16 de junho de 2014 à Entertainment Weekly, afirmou que a questão entre Varys, Shae, Tyrion e Tywin é algo que ele fará revelações nos próximos livros:
EW: Certo, e há também a questão da surpresa da hipocrisia de Tywin quando ele [Tyrion] a encontra na cama dele. Tywin sabia que ela era uma prostituta [na versão do livro isso não fica claro]? Ou ele simplesmente não ligava?
GRRM: Ah, eu acho que Tywin sabia sobre Shae. Ele provavelmente adivinhou que ela era a seguidora de acampamento que ela havia expressamente dito “você não levará aquela puta para corte”, mas que Tyrion o havia desafiado e levado "aquela puta" à corte. Quanto ao que exatamente ocorreu aqui, é algo sobre o qual não quero falar, porque há aspectos disso que eu não revelei e que serão revelados nos próximos livros. Mas o papel de Varys em tudo isso é algo para se levar em consideração.
Esta entrevista deu fundamentos para que os leitores passassem a acreditar que Varys teria influenciado Tyrion a matar Tywin. Mas, para fins desta análise, nos cabe apenas ver a situação da ótica do que aconteceu com Shae, quem até mesmo pela teoria acima seria um alvo secundário.
Assumindo que Varys tenha orientado Shae a dar este depoimento para chamar a atenção de Tywin, como é que isso a colocaria na Torre da Mão na noite anterior à execução de Tyrion? Sabemos que Cersei mandou Shae embora ás lágrimas na noite entre o depoimento de Shae e o julgamento por combate entre Gregor e Oberyn, então somente depois desta noite é que Shae provavelmente estaria suporte. Caso ela já estivesse sendo sondada por Tywin, dificilmente sairia chorando...
Eu alimento uma teoria que o ponto que fez Tywin se interessar pela garota foi a bajulação que ela confessou fazer a Tyrion. “Meu gigante de Lannister” parece ser o tipo de frase que agradaria um homem como Tywin debaixo dos lençóis. A partir daí, bastaria que Varys fizesse uma sugestão aqui, outra acolá e de repente Tywin já estava pedindo a alguém que enfiasse a menina em seus aposentos na noite seguinte.

Declarações de GRRM sobre Shae

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2020.06.13 19:57 jesterxz_ Você acredita em amor?

Sabe, há muito anos sempre tentava colocar na minha cabeça que o amor (leia-se amor romântico, que tu sente por alguém que quer ter do lado pra sempre) é vital pra tua vida e que tudo que você vai ter na sua existência vai girar em torno dele: casar, morar juntos, ter uma família, celebrar datas juntos etc
No entanto, parece que essa vida amorosa é muito falha. É só olhar aí o quanto de infidelidade, mentiras, brigas pesadas, abusos, relações tóxicas que existem. Pô, será que vale mesmo a pena apostar no amor? Imagina entrar num relacionamento e saber que tudo isso pode acontecer? Sei lá, às vezes parece que os relacionamentos iniciam e já tem os dias contados.
Eu sempre fui de namorar, ter coisas sérias. Mas comecei a deixar de lado esse pensamento a partir do momento que, em todas as minhas relações, as coisas sempre acabavam dando errado. Tentei me reatar com o amor esses últimos tempos, mas novamente: quando as coisas pareciam estar boas demais, tudo simplesmente desabou.
Acho que esse amor romântico só é bonito em filme mesmo. Que merda.
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